terça-feira, 25 de outubro de 2011

Você já sonhou em ser um super-herói?

Vitor Hugo Pereira tem 14 anos e é portador de Leucemia Mielóide Aguda do subtipo M4 (Mielomonocítica).


Luta contra a doença desde que pode se lembrar e já goza de pós-vida, já que gosta de desenganar os seus médicos.
Vitinho, como é conhecido, faz tratamento no Hospital de Base Funfarme (Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) e não desanima jamais!
É um garoto alegre, divertido, doce, carinhoso, rodeado de gente que só deseja ve-lo crescer, assim como sua mãe, dona Mara.
Infelizmente, nem sempre temos o que desejamos, e nem sempre o pensamento positivo basta. O que Vitinho precisa pra realizar o sonho de todas essas pessoas é de um transplante de medula óssea.
Por ser criança, e estar em estágio tão avançado de sua doença, Vitinho tem preferência no banco de medula, mas o que ele não tem é sorte. Desde a detecção da doença até hoje, não foi encontrado nenhum doador compatível.

Através deste, tento conscientizá-lo de que um gesto tão simples, como ir ao centro de coleta fazer um teste rápido, pode garantir com que uma criança se torne um adolescente rabugento como todos nós somos/fomos, chegue a fase adulta e continue sua vida correndo atras de seus sonhos.
O teste de compatibilidade pode ser feito em qualquer hospital com centro de coleta ou no hemocentros da cidade. Basta ir, levar os dados do Vitinho e a sua vontade de ajudar.
Caso você não seja um doador compatível com ele, há outras crianças, jovens, adultos, que também partilham da agonia da mesma fila de espera.

Minha intenção com este email, é juntar um grupo de pessoas, agendar uma data e irmos todos juntos ao Hemocentro em busca de saúde para Vitinho.

Dese já, você tem a minha gratidão e, se você, que leu este email e gostaria de fazer a diferença na vida de alguém, saber os dados para doação, detalhes para agendamento de doação/teste, ou sanar suas dúvidas sobre os procedimentos apenas responda o email. Você também pode me contactar pelo email pessoal, telefones e redes sociais.

Email: siahtrodrigues@gmail.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O segredo dos segredos

Por diversas vezes o ser humano se vê em situações em que 'não há saída', em que a escuridão encobre a mente e a esperança já não existe mais. Nessas horas de angústia e desespero, parece impossível enxergar os fatos com clareza e encontrar uma solução.
O segredo para manter a mente iluminada e não se castrar diante das dificuldades é a tranquilidade!

Quando nos vemos sozinhos em uma situação difícil, por mais serenos que sejamos, podemos nos confundir. Isso torna ainda mais difícil a caminhada rumo a solução dos problemas.
O segredo para se manter tranquilo em qualquer situação é ter a certeza de que você vai conseguir; isso se chama fé!

Para sair do estado de escuridão mental e adquirir confiança em si mesmo, é necessário tomar a decisão de enfrentar todos os obstáculos e adversidades que virão. É preciso de manter forte, inabalável em suas convicções e desafiar a si mesmo. Olhar para trás sem nenhum arrependimento ou mágoa.
O segredo para possuir fé, e ter força de vontade.

Num mundo assim, tão assimétrico, é impossível buscar a perfeição. Com o ser humano é exatamente igual. As diversas dificuldades e turbulências que enfrentamos desde o início de nossas vidas acabam nos tornando inflexíveis, dificultando a nossa capacidade de perceber o mundo e as pessoas à nossa volta. Nos sentimos "sozinho na multidão", largados, mal-amados, mal-queridos. Quando nos sentimos assim, deixamos que a maldade domine nosso coração e que o rancor governe os nosso atos.
Quando isso ocorre, perdemos a tranquilidade, a fé e a força de vontade.

Para ser tolerante e se acalmar; para recuperar as suas forçar e aprender a perdoar, é preciso que você ore, busque a iluminação incessantemente e se mantenha fiel a lei mística que rege o universo!
Daimoku: esse é o segredo de todos os segredos.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

♫ "Ameno, ameno dore! Ameno dori me!"

Dori me
Interimo adapare
Dori me
Ameno ameno
Lantire Lantiremo
Dori me

Ameno
Omenare imperavi
Ameno
Dimere dimere
Mantiro Mantiremo
Ameno

Omenare imperavi emulari
Ameno
Omenare imperavi emulari

Ameno

Ameno dore
Ameno dori me
Ameno dori me

Ameno dom
Dori me reo
Ameno dori me
Ameno dori me

Dori me am

Ameno
Omenare imperavi
Ameno
Dimere dimere
Mantiro Mantiremo
Ameno

Omenare imperavi emulari
Ameno
Omenare imperavi emulari

Ameno

Ameno dore
Ameno dori me
Ameno dori me

Ameno dom
Dori me reo
Ameno dori me
Ameno dori me
Dori me

Ameno

Ameno dore
Ameno dori me
Ameno dori me

Ameno dom
Dori me reo
Ameno dori me
Ameno dori me

Dori me am

Ameno dore
Ameno dori me
Ameno dori me

Ameno dom
Dori me reo
Ameno dori me
Ameno dori me

Ameno dom
Dori me reo
Ameno dori me
Ameno dori me

Dori me am

(Ameno - Era)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

❝ ❞

"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue orando NAMU-MYOHO-RENGUE-KYO não obstante o que aconteça!"  (Nitiren Daishonin)

Continuarei!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Confesso acordei achando tudo diferente...

E diferente por completo, não há mais nada igual.


Hábitos, costumes, crenças, modos, sonhos, manias, filosofia de vida...
O medo de perder foi maior que o medo de mudar.
Me vi encurralada. Sem opções, sentei e assisti... Enquanto me retalhavam e jogavam tudo o que fui no lixo.
Me ensinam agora a ser, agir e pensar diferente... Me tornam uma pessoa melhor. Me "moldam" a uma pessoa melhor.

O medo de mudar? Continua... E o medo de perder é ainda maior.
Não é fácil ignorar uma vida inteira e seguir um novo caminho, apagar todos os rastros de você mesmo e ir rumo ao desconhecido. Entrar novamente na busca pela sua opinião, personalidade, carater.
E se essa mudança toda não for pra melhor? E se eu me deixei perder à toa? E se eu decepcionar a quem quer tanto que eu mude?  E se... eu não conseguir mudar?

Eu mais uma vez, deixei que tomassem o controle da minha vida, passei a bola.
Como se eu fosse criança me dizem novamente o que pode e o que não pode, me ensinam de novo o que é certo e o que é errado, "a causa e o efeito".
E como se eu fosse uma criança, faço o que todas fazem quando estão com medo: choro até dormir e espero que tudo tenha passado pela manhã.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Em tempos de eleição...

Recebi esse texto interessantíssimo por e-mail, e decidi compartilhar com vocês.
Leiam, discutam, compartilhem. E sem essa de "pior do que tá, não fica", votem com consciência!




O Brasil e as eleições
por Sammer Siman
 
"Meu irmão, se liga no que eu vou lhe dizer, hoje ele pede o seu voto e amanhã manda a polícia lhe bater”[i]

 
Mais uma “festa da democracia” está chegando, usando aqui tal expressão insistentemente repetida pela mídia “canarinha”. Mas como tudo se vê por um ponto de vista, certamente trata-se de uma festa. A festa do poder econômico e da hipocrisia.
 
O voto é uma conquista histórica, um instrumento importante em qualquer sociedade democrática. Muitos que passaram por este mundo morreram para conquista de tal direito. Logo, o problema da democracia brasileira não está num pressuposto de que o voto seria algo inútil. E sim porque o povo, na prática[ii], exerce o voto para eleger “representantes” de tempos em tempos, e nada mais.
 
Para avançar, é necessário votar cada vez mais. Além de eleger governantes, deve haver o voto para destituí-los. E o povo deve ter cada vez mais o poder de decidir os rumos da política DIRETAMENTE, por meio de plebiscitos e projetos de iniciativa popular onde sejam tratadas questões de interesse geral.
 
No entanto, enquanto o povo brasileiro segue “deitado eternamente em berço esplêndido”, é interessante discutir alguns aspectos da atualidade política, e nessa perspectiva seguem algumas reflexões.


 “Voto só em quem tá ganhando”
Trata-se de um raciocínio amplamente utilizado, que é de difícil compreensão. Muitos brasileiros orientam seu voto por pesquisas, como se o voto fosse uma espécie de aposta em corrida de cavalos, onde seja “legal” votar em quem ganha. Pelo menos numa corrida de cavalos apostar no primeiro colocado traz dinheiro, o que não acontece numa eleição.


 “Voto em quem paga mais”
Trata-se de um reflexo da baixa participação política. Uma vez que o povo está limitado a eleger “representantes”, ter um cacho de bananas em troca do voto parece ser um bom negócio (e certamente o é, em alguns casos). É interessante e polêmica a opinião do Senador Cristóvão Buarque[iii], quando diz que o indivíduo carente que troca seu voto é um eleitor inteligente, pois ali está uma oportunidade real de saciar uma necessidade concreta. Trata-se de um raciocínio absolutamente franco e conectado com a realidade, pois é ilusório achar que a mudança de comportamento do eleitor é condição suficiente para a evolução política que necessitamos (apesar de ser condição necessária), assim como é moralista e hipócrita “exigir” tal mudança de comportamento de indivíduos que estejam em condição de pobreza material e educacional, sem perspectivas concretas na política.


 “Político é tudo vagabundo”
Toda generalização é perversa. O raciocínio de que “todo político é vagabundo” já é forte no senso comum (por motivos óbvios), mas ele também é capciosamente alimentado diariamente neste país, sobretudo pela mídia. Isso porque fortalecer tal lógica só ajuda a afastar as “pessoas de bem” [iv] da política, o que só facilita o império da corrupção. Existem hoje pessoas sérias na política (certamente uma minoria), e isso deve ser reconhecido e estimulado.


 “Voto em fulano porque o acho bonzinhobonitinho…”
Talvez o fortalecimento desta lógica tenha contribuído para ter ficado no passado o fato de que um elemento decisivo de um partido era ter um bom articulador político. Hoje, tal elemento é o marqueteiro.
Vende-se um candidato como é vendida uma marca de sabão em pó. Logo, orientar o voto pela imagem que se passa é orientá-lo por nada ou quase nada. Certamente o maior dos corruptos não se apresenta “maltrapilho”, e sim numa bela vestimenta e com um nobre sorriso.
 
Outro elemento que fortalece tal lógica é o aprofundamento diário da perspectiva personalista. Atribui-se a condução de um governo às características pessoais de um candidato, como se o fundamental não fosse a composição de interesses partidários, econômicos e/ou ideológicos que cada candidatura traz consigo.
Por isso, toda candidatura que esteja centrada na figura do indivíduo (o bom marido, a boa mãe, a trajetória individual…) e não em suas propostas concretas, deve ser vista com desconfiança.


 “Voto em fulano porque ele é estudado…”
No imaginário de muitos paira uma noção mecânica de que conhecimento escolar é sinônimo de competência, e por sua vez competência é sinônimo de “coisa boa”.
Ora, nem sempre conhecimento escolar é sinônimo de competência, e muito menos competência necessariamente significa algo positivo. É só perceber o que é ensinado na maioria das Universidades de todo país[v], que tem na sua base um ensino que reproduz a lógica de exploração que impera na sociedade brasileira.
Logo, o mais preparado academicamente pode ser (ou não) o mais preparado para expropriar o Estado.


 “Voto só em deputado da região”
Com a crescente despolitização que se vê no Brasil desde a década de 90, cada vez mais se vê um deputado como um captador de recursos nos Estados ou na União para as regiões que “os elegem”. Uma anomalia que desvirtua toda política, pois o que passa a ser importante para um povo de uma cidade é “quanto o deputado trouxe”, e não o que o deputado votou ou deixou de votar no legislativo.
 
Isso reflete em “bizarrices” que passam despercebidas pela maioria, como, por exemplo, um deputado ser bem quisto por “trazer dinheiro” para construir uma ponte, e não se notar que ele tenha votado contra os trabalhadores de todo o país (inclusive de “sua” cidade) numa reforma tributária, previdenciária, etc.


 “Voto nele porque já é rico”
Outro raciocínio comum e assustador é este amplamente difundido, de que é melhor votar num rico do que num pobre. Isso certamente ocorre por já está naturalizado o raciocínio de que o óbvio é o político ser eleito para roubar. Logo, aquele que já é rico, rouba menos, e o que é pobre rouba mais, pois “tem um caminho mais longo a percorrer até a riqueza”…
 
É como se existisse um “patamar” de riqueza, em que o indivíduo atinge e se dá por satisfeito. Trata-se de um raciocínio que deve ser combatido, pois pobreza ou riqueza não deve ser parâmetro para análise, uma vez que não se deve entender como natural o enriquecimento por meio da política.


 “Ele rouba mas faz…”
Tal raciocínio seria menos assustador se não fizesse sentido. O trágico é a infinidade de situações em que o eleitor (mesmo o mais esclarecido) deparara-se com eleições onde concorrem dois candidatos com amplo histórico de corrupção, sendo o diferencial entre um e outro a disposição para “fazer” mais ou menos.
 
A ocorrência comum de situações como essa talvez seja o diagnóstico mais evidente de que o poder público não deve estar limitado nas “mãos” de “representantes”.


 “Votar é sinônimo de democracia”
“Uma mentira quando é dita por repetidas vezes, torna-se uma verdade”. Esta passagem representa bem o que ora se discute. Etimologicamente, demo(expressão originária do latim) significa povo, e cracia significa poder.
No Brasil o povo manda?
 
Logo, não se pode afirmar que há uma democracia de fato porque o povo vota de tempos em tempos. Há um caminho mais longo a ser percorrido, e um fundamento desta caminhada passa pela efetiva participação popular.


 “Mas o povo não sabe decidir…”
Este raciocínio reflete a reação conservadora que mais se percebe quando o poder popular é defendido. Como se o povo não fosse capaz de entender qual a sua prioridade, por ser, em sua maioria, desprovido de uma educação escolar.
Ora, se o povo não é capaz, quem o é? A elite econômica que há séculos governa este país?


 
Enfim…
Que venha mais uma “festa da democracia”, e o desejo que fica é que reflexões desta natureza alcancem o máximo de pessoas neste momento de protagonismo da política.

 


[i] Trecho da música “Candidato Caô Caô” de Bezerra da Silva.
[ii] Formalmente, o poder popular vai muito mais além. O artigo 14 da Constituição Federal de 1988, que trata de direitos políticos do cidadão, assim está escrito: “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, mediante: plebiscito; referendo e iniciativa popular.
[iii] Senador pelo PDT-DF.
[iv] A compreensão utilizada para “pessoas de bem” não se confunde com a de uma “novela global”, onde um indivíduo é totalmente bom ou ruim. Tal compreensão entende como ”pessoas de bem” aquelas que encaram a política como um instrumento para transformar a realidade social.
[v] Aqui há um artigo onde se discute a questão do ensino http://www.rumosdobrasil.org.br/2010/03/16/universidade-popular-como-faze-la/

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pra ele...

Nando Reis - N

E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?
E agora como posso te esquecer?
Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
E o seu cabelo está enrolado no meu peito?
Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N"
Como um elo
E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?
Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
De novo... de novo... de novo...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Rumo ao HEXAGERO

Patriotismo? Eleições presidenciais? Sustentabilidade? 
Consumismo! Hexacampeonato!


É incrível como o povo brasileiro - digo de forma geral - , mesmo o mais crítico, se torna tão fiel ao seu país em tempos de Copa do Mundo; fidelidade essa que não se conta por serviços prestados ou honras ao mérito mas sim, pela quantidade de produtos brazucas que possuem.
Roupas, cosméticos, adornos, bijuterias e até mesmo móveis em verde e amarelo se tornam itens indispensáveis para quem deseja demonstrar o seu amor incondicional a sua 'pátria mãe gentil'.
Produtos novos chegam às prateleiras, promoções imperdíveis são realizadas, grandes operadoras de telefonia celular se unem e disponibilizam
gratuitamente o "hino da torcida" para seus usuários, vizinhos pintam as ruas e a cara, candidatos a cargos públicos distribuem bugigangas e a roda da economia gira em ritmo acelerado e em torno do mundial futebolístico.

 Não digo que todo esse
up na economia seja um câncer, o país precisa de consumidores, de compradores, revendedores; se faz necessária toda essa movimentação de capital, mas, será que toda essa afobação e essa ânsia pelo hexa é cem por cento positiva?
Todo o patriotismo gerado pela atmosfera do mundial é destinado, apenas, aos bens de consumo.

Não se vê ninguém por ai preocupado com a carga-horária danificada das escolas que fecham as portas ou liberam os alunos mais cedo para assistirem aos jogos da seleção; ou ainda, quem se preocupe com o bom funcionamento dos serviços e obras públicas nos dias em que toda a sua concentração está em torcer contra a seleção Argentina.

Estamos em um ano de eleição, dificilmente você lembrará do político corrupto que saiu nas manchetes dos jornais, mas com certeza vai saber o nome, o número ou a legenda do partido do candidato a vereador que colocou um telão na praça no dia daquele jogo decisivo.

Claro, por que pensar em algo que está ainda tão distante? A Copa está aí! O
hexa está, mais uma vez, batendo à porta! O que importa se o candidato "X" à presidência foi investigado por uma CPI se o Robinho fez um passe tão incrível no jogo de hoje?
Se somos "quase duzentos milhões em ação", porque não nos preocupar em livrar o país da desigualdade social em vez de "salvar a seleção"?
O que falta ao brasileiro é um pouquinho de altruísmo, enquanto sobra comodidade.

 Mas afinal, porque lutar por um ideal se é possível resolver tudo e qualquer coisa com o famigerado
"jeitinho brasileiro"

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mas afinal, o que são blogs?

Blogs são páginas pessoais online, geralmente gratuitas e de tema a ser escolhido pelo autor. 
Criado inicialmente para ser uma espécie de “diário online”, hoje, é visto como um pequeno site, pessoal, promocional ou institucional. Possui facilidade de manutenção e uma vasta gama de servidores a serem escolhidos.
Um blog pode ser utilizado para expressar uma idéia – ou várias – ou ainda como um canal de notícias diferenciado e personalizado.
Fácil de utilizar, acessar e o fato de serem gratuitos tornaram os blogs a febre dos anos 2000, e hoje é raro encontrar um jovem, um profissional, alguém que não possui um blog ou micro site pessoal. 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Um toque de Thaís, um toque Chico - Análise e Obra


Análise (Thaís R.)


A música O Que Será foi escrita, originalmente, em 1976, durante o período da ditadura militar brasileira (1964 – 1985), para o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto. A música conta com três versões: O que será (abertura), que demonstra a visão da personagem título do filme; O que será (À flor da pele) que trata do amor na sua forma mais pura e menos intencional e O que será (A flor da Terra) que possui divergências sobre o seu verdadeiro significado.

Há quem diga que O que será (A flor da Terra) fala de sexo, algo que diz respeito à natureza humana, o amor num contexto mais carnal e de onde não há como fugir; há quem diga que a música fala de Deus de um modo um tanto quanto sarcástico (já que o autor PE ateu) ou ainda quem acredita que a música trata de corrupção, do ímpeto do ser humano de poder expressar seus ideais livremente, da vontade de tornar público toda a sua indignação com tudo aquilo que não achar correto.

A música, na minha opinião, fala sobre a liberdade, de todas as formas. Seja ela de ação, expressão ou pensamento. A música trata da vontade de ter a sua voz ouvida, “berrada aos mercados”, do direito de ir, vir e ser ouvido.

Durante o período em que foi escrita, diversos compositores - inclusive o próprio Chico - sofreram com a censura que ocorria na ditadura. Diversas músicas do autor e compositor Chico Buarque de Hollanda foram censuradas e eliminadas de seus discos, como é o caso de Apesar de Você, e Cálice.

Acredita-se que a música possui uma pergunta (O que será?) como título e frase por vezes repetidas em seu corpo para gerar nas pessoas exatamente a dúvida de seu real significado; foi introduzida de forma que passasse sua mensagem de maneira subliminar, mas eficiente.




O que será? (A flor da Terra)

( Chico Buarque de Hollanda )

O que será que será que andam suspirando
Pelas alcovas?
Que andam sussurrando em versos e trovas?
Que andam combinando no breu das tocas?
Que anda nas cabeças? Anda nas bocas?
Que andam acendendo velas nos becos?
Estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados, que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza, nem nunca terá!
O que não tem concerto, nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
O que será? Que Será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Está na romaria dos mutilados
Está nas fantasias dos infelizes
Está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos
Será, que será?
O que não tem decência, nem nunca terá!
O que não tem censura, nem nunca terá!
O que não faz sentido...
O que será? Que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos irão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo padre eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar!
O que não tem governo, nem nunca terá!
O que não tem vergonha, nem nunca terá!
O que não tem juízo...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Da Depressão

Clarisse - Legião Urbana

Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber

Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.

E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece

Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende

E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo

O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto

A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço

Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço:
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes...
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ao meu Pai

Meu pai é intimista
Pouco heróico, um pouco artista
Um pouco de tudo... Intimista.
Na juventude foi lider grevista
Hoje é, no máximo, ativista.

Não se estressa por pouco, não se arrisca.
Vive no seu mundo... Niilista.
Quando quer me fazer rir é especialista
Como todo homem de décadas passadas, é machista
Como alguém com bom senso, é marxista.

Autoritário, inteligente, humanista.
Um tanto quanto hipócrita, moralista.
Altivo e sempre otimista.
Tem idéias de certo ponto, surrealistas.
Por profissão, é projetista.
Pacifista, comunista, sensacionalista...

Sobram as qualidades e faltam palavras do mesmo sufixo.

(Ao meu pai - Thaís de Araújo Rodrigues)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Um toque de Pessoa

Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Das citações;

"Vagamos por esse mundo como personagens de uma aventura maravilhosa. Cumprimentamo-nos e sorrimos para os outros como se quiséssemos dizer " Oi, aqui estamos nós vivendo juntos nesse momento!

Dentro da mesma realidade... ou da mesma história". Não é inacreditável? Vivemos num planeta, no universo.. Mas logo seremos varridos do tabuleiro. Abracadabra e... pronto! Desaparecemos."

O dia do Curinga  -  Jostein Gaarden